Testemunho


É difícil! É treta! É jogo duro! Precisa ter peito de aço, mas é DA HORA ser mórmon! Se Indiana Jones escolhesse uma creça, com certeza seria mórmon. É uma baita d’uma aventura e sempre gostei de desafios.

Tan taran tan tan taran…

Pois é, hoje, completo um ano de batismo! Água fria, tempo frio, com poucas pessoas presentes (além do Marcos, dos missionários e do Bento que era líder da obra missionária, também esteve presente a Socorro, Tula e Felipe. Obrigada, gente!).

Mas acha que é fácil ser mórmon? Sempre tem um que chama seu marido de safado porque eles insistem que os mórmons são polígamos (ó, que dureza!). Me chama de racista sendo que tenho amigos maravilhosos na igreja que são negros. Falam que irei ao inferno, que sigo uma falsa doutrina… mas enquanto as pessoas da igreja falam que os devemos deixar de lado os opositores, eles me divertem e aumentam ainda mais meu testemunho.

É difícil, porém divertido! Se fosse fácil seria sem graça pra caramba!

Embora essa aventura toda e essa mentiraiada sobre a nossa crença (não somos polígamos, tá? Nem racistas! Nem machistas!), aprendi muitas coisas, conheci pessoas maravilhosas e comecei a compreender muito mais sobre as coisas do senhor Jesus Cristo e nosso Pai Celestial. Várias respostas foram respondidas, várias festas foram feitas e várias comidas experimentei da Sociedade de Socorro (como diria o Elder Ellis: que coisa boa, né?). Ouvi várias conferencias, ouvi várias mensagens maravilhosas, senti a perda de um líder (Elder Wirthlin) e aprendi a ter amor por um profeta, além de estar muito contente em seguir um profeta literato e engraçado como o Thomas S. Monson é (não tiro os méritos de Gordon B. Hinckley, mesmo que as pessoas falaram que ele era um homem maravilhoso, mas infelizmente eu não o conheci e quando me batizei, fazia apenas 3 meses, eu acho, que ele faleceu). Aprendi sobre armazenamento e, o mais importante, recebemos muitas e muitas bençãos sem ao menos merecermos. Se eu pudesse, faria tudo de novo. São lembranças que estarão nessa massa cefálica armazenados para sempre com muito carinho.

Nesse ano, a meta principal é entrar no templo em junho ou julho (estou ansiosa demais!). Semana que vem, já me prepararei para entrar nos membros antigos (embora eu ame as aulas da Alexsandra nos Princípios do Evangelho) e tirar minha benção patriarcal.

E é isso aí! Estou super feliz por isso. Mas antes, agradeço ao meu marido por ele ter me mostrado o caminho certo (te amo muito! Você sabe disso.), pelos meus amigos da igreja que me ajudaram a permanecer no evangelho (sem a amizade deles, dificilmente prosseguiria), à Joseph Smith por orar naquele bosque, aos missionários por me ajudarem até hoje: Elder de Araújo (que me batizou), Elder Daniel (que me ensinou e testificou sobre meu batismo), Elder Irineu (só deixa…), Elder Roberto (Whiteeth!), Elder de Jesus (o salvador, rs…), Elder Tracy (freakin’ man!), Elder Barbosa e Elder Benites (os dois últimos, atuais missionários da ala). Mas, principalmente, ao nosso Pai Celestial por nos amar de tal forma por enviar Seu Filho Unigênito e ao nosso Salvador Jesus Cristo, por ter aceito de coração a proposta de sofrer por nós (amo todos vocês!)

E deixo aqui minha demonstração de amor (não de fanatismo!) às pessoas e deixar esse pequeno testemunho sobre a igreja verdadeira.

Ah sim… Opositores, mordam vossas testas, porque cada vez mais criticam, mas A-DO-RO!

PS: era para ser publicado ontem, a data certa do meu aniversário de batismo, mas não sei que raio que aconteceu que não foi.

Como o Marcos está trabalhando das 8 às 22 horas (ufs!), decidimos deixar a noite familiar para sábado, já que ele sai mais cedo (às 20). No entanto, convidamos os missionários para fazer a noite familiar com a gente. Quando o Marcos chegou em casa, chamou os missionários para poderem ir ao mercado com ele. E foram. Fiquei em casa ouvindo música e fritando bolinho de arroz (viciamos em bolinho de arroz).

Ao chegar em casa, o Marcos me conta que encontraram um boliviano no mercado, o John. Disse que estava no Brasil a três meses e dizia que era membro da igreja, mas não sabia onde tinha uma capela por perto. Os missionários combinaram com ele e marcaram de se encontrarem no mercadinho e passar na nossa casa.

Conhecemos o John: baixinho, bigodinho ralo, magro, com a aparencia indígena. Falava muito pouco o português, mas entendíamos o que ele falava, assim como ele nos entendia. Dizia ser membro da igreja a seis anos e que estava se preparando para ir à missão. O que nos deixou triste é que ele logo voltaria para Bolívia (Sta Cruz, onde ele mora) para ver suas papeladas da missão (quem sabe ele não vem para São Paulo-Leste? Até comentamos e ele falou que seria muito bom). Assim, os missionários marcaram de visitá-lo para falar com sua família. E assim fizeram.

Ao chegarmos em casa depois da reunião sacramental, não me lembro do que estávamos falando, comentei com o Marcos: “tenho certeza, Marcos, que o John fez uma oração ao Pai Celestial para encontrar os Elderes porque foi uma coincidencia muito grande!”.

À noite, os missionários foram em casa e falaram que foram visitar a família de John. A família dele adorou a visita dos meninos e se interessaram em conhecer o evangelho. E John admitiu: ele orou ao Pai Celestial para encontrar os missionários.

Foi muito bom conhecer John. Ele apenas provou que milagres realmente acontecem se tivermos realmente fé e confiança no nosso grande Pai. E que quando ele for missionário, possa passar esse testemunho simples, mas poderoso às pessoas.

Como diria o Elder Tracy: freakin’ igreja verdadeira!

PS: esqueci de um detalhe importante: antes do Marcos ir para casa, ele até pensou em passar na padaria e não ir ao mercado, mas algo lhe disse “não, vá ao mercado”. Seria isso o sussurro do espírito?

Fui convidada pra tocar num baile, numa cidadezinha no interior… pelo grande Rui Gaspar, de Portugal, do blog Lugar Mórmon para postar meu testemunho no site Testemunhos Mórmon. Com toda alegria pelo convite, fiz e lá está minha página, com minha história e meu testemunho.

Rui, obrigada pelo convite e sucesso com seus blogs!

Visite o site para ver os testemunhos dos nossos irmãos SUD do mundo inteiro, onde a lingua portuguesa predomina.

E aconteceu que eu, Néfi, disse a meu pai: Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor,

porque sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem antes preparar

um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas.

! Néfi 3:7

O Marcos sempre foi um cara otimista e confiante, bem diferente de mim.

Não sei se contei alguma vez que ele estava bem chateado com o emprego dele, pois não pagavam direito e quando ele falava sobre dinheiro, o pessoal fazia uma baita cara feia, além do stress que ele passava (nunca o tinha visto nervoso). Pois então, ele chegou para mim e disse que ia arrumar um outro emprego, porque não estava mais aguentando.

- Você perguntou ao Pai Celestial?

- Não, mas vou fazer uma oração pedindo orientação.

E fez. Dia seguinte, disse que ia arrumar um outro emprego, que estava sentindo que deveria ser naquele dia.

- Tem certeza? -pergunto

- Tenho. E prometo, Taty: nessa semana mesmo, arrumo outro emprego.

Não duvidei e deixei que ele agisse por si mesmo (pois uma vez, ele foi mandado embora e, duas horas depois, arrumou outro emprego). E ele foi. Ligou para as empresas, marcou entrevistas para o dia seguinte.Dia seguinte, ele vem tirar xerox do curriculo e depois, ir para uma entrevista marcada às 10 da manhã. Mas o bobão lembra que não tinha dinheiro para pegar o metrô. Porém, o banco da Vila Matilde é um tanto longe.

No caminho, o Marcos se depara com um caixa 24 horas. Logo, agradeceu ao Pai Celeste por não chegar atrasado. Ao entrar, a mulher anuncia que o caixa estava quebrado. Sem contestar, o Marcos sai chateado, até falando ao Pai Celeste que ficou um pouco chateado porque ele até O agradeceu por isso (mas o mais engraçado de tudo: o Marcos viu que estava disponivel para saque. E o que mais me impressionou é que o lado teimoso do Marcos foi deixado de lado e saiu fora antes mesmo de ficar atentando os pacovados da balconista).

E, assim, subiu para pegar o dinheiro. Chegando lá, lembrou de uma loja de sapatos que tinha lá e estava precisando de vendedor. Como o Marcos já trabalhou com isso, era uma boa. Depois disse que passaria na loja assim que voltasse da entrevista.

Depois da entrevista, ele foi para a loja. Ao descer, ele passa na Microlins e viu uma placa de  “Precisa de vendedor interno”. Entrou e cinco minutos depois, estava empregado. Ou seja: arrumou um bom emprego (hoje, até o dono da franquia da Microlins o elogiou demasiadamente), todos estão gostando do trabalho dele e está se saindo super bem.

Resumindo: o Marcos saiu do serviço na terça, na quarta arrumou um emprego e na quinta estava trabalhando

Ah, esqueci: o Marcos depois pediu perdão ao Pai Celestial por ter duvidado de Sua promessa.

Mas te pergunto: será que se o caixa 24 horas estivesse funcionando, ele iria se lembrar da loja de sapatos e ter encontrado esse emprego na Microlins? A resposta é: NÃO!

Tá vendo como as coisas do Pai Celestial são perfeitas?

Testemunho legal, não acha?

Hoje é o aniversário da morte da minha mãe. Percebi hoje quando coloquei a data no visto de um motoboy. E eu levantei a cabeça e pensei: “hoje é o aniversário da morte da minha mãe”. Aquela data não me deu a mesma tristeza do ano anterior. E olha que faz quatro anos que ela partiu.

Comentei com meu gerente e ele mesmo disse para eu colocar minha mãe nas orações, mas, lá no íntimo, sinto que ela está muito bem. Talvez seja por isso que não me senti triste hoje, pelo contrário. Talvez seja pelo fato de ter feito o que eu deveria fazer, como o batismo vicário em nome dela. Agora ela é confirmada e está até com a investudura.

Agora entendi porque estou calma. A um ano atrás, sentia um vazio quando chegava dia quatro de novembro. Sentia muito a falta dela e me sentia pesarosa, mas agora não sinto mais essa tristeza, porque eu sei que mesmo minha mãe já no outro lado do véu, ela teve uma oportunidade e eu dei à ela. É o que chamo de plano perfeito do Senhor. No Natal, por exemplo, era uma tortura em saber que não estava com ela. Agora as coisas são bem diferentes.

Acho que estou feliz porque ela está feliz e tenho um forte testemunho sobre o batismo vicário. Fiz minha parte. É por isso que estou contente…

Update: acho uma gracinha esse desenho de Edward e Alphonse Elric com sua mãe. Quem assistiu FullMetal Alchemist, sabe do que falo.

A ala de Vila Matilde é uma ala bem pequena. Não temos capela, é um salão alugado. A pouco tempo, reuniram-se algumas pessoas para compor um coral todas às quartas-feiras. Eu estava participando, mas na última quarta-feira cheguei tão arrebentada que fiquei em casa, nem a arrumei. Domingo chegou e na sacramental, o coro composto de poucas pessoas, cantou Ó, Criaturas do Senhor apenas para aquecer a voz, antes da reunião sacramental começar. Todo mundo errou porque já fazia algum tempo que não ensaiavam tal música e rimos porque ficou engraçado. Depois que a reunião se iniciou, eles cantaram Vinde, Ó Santos!. O coro não se compõe de belíssimas vozes como o Mormon Tabernacle Choir, tampouco de cantores profissionais, mas de pessoas de boa vontade, de fé e de amor. Ao entender mais sobre a letra e lembrar da história dos pioneiros e dessa música no livro Nosso Legado, comecei a chorar instantaneamente.

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Como todo SUD sabe, toda a segunda feira é dia de Reunião Familiar. E, para quem não sabe, é o dia de reunir a família para falar sobre o evangelho de Cristo. Pois bem…

Ontem, a minha professora visitante disse que ia em casa na segunda feira para me fazer a visita e disse que poderia ir sim e que até poderia participar da reunião comigo e com o Marcos mas…

Quando eu e o Marcos abrimos a geladeira e o armário, vimos que temos absolutamente NADA para oferecer às minhas professora. Dinheiro? Se temos 5 centavos, é muito, porque a última grana que a gente tinha era pro Marcos trabalhar e o meu pagamento viria apenas amanhã. Tinha acabado tudo: o óleo, a manteiga, o ovo, a mistura… Bem, a gente se virava até amanhã.

Fiquei um pouco deprimida porque nas nossas noites familiares, em todas, SEMPRE tinha alguma coisa pra gente comer de bom e de gostoso, como bolo, refrigerante, bolacha, chocolate, enfim, para banquetearmos depois de degustar da palavra do Senhor, pra depois debatermos, conversar, rir, se divertir… ou seja, ser um pouco mais feliz. E essa segunda seria diferente:não ia ter nada pra oferecer às professoras visitantes. Mesmo assim, não cancelei, não me exaltei. Deixei na fé. Eu sei que elas não iam se importar, mas para mim, noite familiar é uma pequena festinha às segundas.

Hoje o Marcos me liga. O rapaz que comprou a caixa da Janis Joplin depositou o dinheiro pra ele HOJE! Acredita? Ou seja: teremos uma deliciosa noite familiar que eu tanto queria e nossas professoras visitantes poderão desfrutar de uma noite familiar com a gente.

Puxa… o Senhor realmente não esqueceu da gente!!!

Estou super feliz com isso…

Você já ouviu falar de hematidrose (confesso que tive que dar ctrl c + ctrl v pra essa palavra)? Não? Pois vamos lá.

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Como todo bom SUD sabe, todo primeiro domingo do mês é jejum e testemunho e lá foi eu dar o meu!

Na quinta feira, os Elderes Roberto e Van Tassen (que estava fazendo divisão nesse dia) pegou aquele velho folheto com a fotinha de Jesus segurando uma ovelhinha (muito singela) que eles usam para a primeira palestra e começou a falar sobre a restauração.

- Mas, oras pipocas, eu já ouvi inúmeras vezes sobre a restauração! – assim pensei. Mesmo assim, aceitei como se fosse a alguns meses atrás, quando recebi minhas primeiras palestra sobre A Restauração com os Elderes Daniel e De Araújo.

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Muitas pessoas não sabem, mas numa revelação, o presidente Gordon B. Hinckley disse que a gente tem que armazenar comida. E aí, vários estudos e revelações para nos ajudar. É por isso que os mórmons tem esse costume e zelo em armazenar comida. Eu ainda não faço isso porque não tenho espaço, mas aprendi algumas coisas que dá pra por em prática aos poucos.

Sábado, na igreja, teve uma palestra sobre armazenamento. E fui. Primeiro foi aquele alongamento que a Marina nos ensinou (faz tempo que não me sentia tão bem) e depois, aula de armazenamento e sabão. Na palestra sobre armazenamento (dada pelas irmãs Velna e Magda), a última me deu uma garrafa de 2lt de arroz armazenado em 2004 para eu experimentar. E não é que fica uma delícia? Soltinho, soltinho e soltinho! Como é armazenado com alho, nem precisa temperar. E o armazenamento de arroz dura 5 anos.

O segredo é o alho., porque ele tira todo o ar dentro de garrafa pet. Coloca dois dentes de alho e enche até 1/3 da garrafa. Depois, coloca mais dois dentes e enche até 2/3. Depois, mais dois e completa (tem que deixar bem cheia a garrafa). Depois fecha a garrafa e veda com fita crepe. E coloca um paninho em cima pra deixar bonitinho.

A igreja também fornece um sachezinho com absorvente de oxigênio e embalagem prateada para colocar os farelos, como farinha, fubá… (eu tenho é que aprender a armazenar pipoca, hehehehe…). Não é por nada não, mas acho que dá até pra armazenar suco em pó. Esse armazenamentro de farelos dura 10 anos.

Se tratando em comida, eu recomendo! Garanto que você será bem abençoado daqui a algum tempo, independente da sua crença.