Rio de Janeiro foi escolhido para ser sede das Olimpíadas em 2016. Eis que me surge a pergunta: e aí? O que acharam?
Muitos brasileiros tiveram a sua hipócrita felicidade e, além de tudo, criticar o país como se fosse a sua maior inimiga. O problema de tudo isso nem são as críticas. Eles estão certos? Claro que estão, mas a sua revolução preguiçosa me enoja.
Vanusa, por exemplo, é um engodo que já vi. Quando ela disse que “o hino nacional deveria ser jogado no lixo porque ninguém mais dorme em berço explendido” me deu vontade de dar um chute nos fundilhos dela até ela atravessar o oceano e cair na África. Aí ela vai saber o que é dormir em “berço explendido”. Ela só falou que odeia o Hino Nacional porque não soube cantar. E, se para ela 99% da população não sabe cantar o hino, desculpem, mas faço parte desse 1% que sabe. Não porque a escola exigiu, mas porque eu fiz questão em aprender o hino nacional por ele ser o mais belo, mais poderoso e mais poético que já li. Jogar a letra do nosso Hino Nacional no lixo é como jogar uma história no lixo também.
Cansa esse pessimismo todo! Esses discursinhos se repetem desde a década de 80, quando o povo lutou para exigir democracia que, hoje, muitas pessoas jogam no lixo votando branco ou nulo. Não seria mais fácil votar e se, aquele cara não te deu resultado esperado, não votar de novo? É tão simples! E foi o que aprendi quando criança.
Estou muito feliz pelo Brasil ser sede das Olimpíadas. Isso significa que estamos estruturados, que empregos aumentarão, que áreas como engenharia, arquitetura e turismo serão valorizados. Claro que nosso país ainda tem MUITA coisa para ser melhorado, mas converse com alguém mais velho e verá que muita coisa no nosso país foi melhorado.
O problema do povo brasileiro é que eles se cegam pelo o que a mídia prega, como Jornal Nacional e revista Veja, como diria o “titio” Marco Antonio. O brasileiro pensa que fome, miséria, plano de saúde ruim e péssima educação acontece apenas com o seu país, mas corrupção existe no mundo inteiro. Desde que existe política, existe corrupção e desde a época dos gregos e antropocentrismo (há! Lembrei a palavra!).
Desde que entrei na igreja, eu aprendi que não é o governo que cria uma comunidade ou uma sociedade (nem o anarquismo, tá?), mas sim a família e o povo (isso aprendi até na escola) e ninguém percebe isso. E quando se fala em política, surge o chavão de que “política é indiscutível”, como religião, futebol e gostos musicais. Para mim, quem não sabe discutir um determinado assunto, independente de seu tema, é burro e ignorante.
Mas é como diz o ditado: “o povo que não se interessa por política serão governados por aqueles que EM SI se interessam”. E foi o que aconteceu com o povo brasileiro que se cegaram com o excesso de críticas.
Eu sim, amo o país que vivo! E amarei! E quero assistir uma prova ou qualquer jogo das Olimpíadas em 2016, mas enquanto o povo for pessimista, for hipócrita e preguiçoso, nosso país será para ele como os velhos discursos chatos.
Muitos falam que Lula era egocentrico. Bem, meu marido é bem egocentrico, mas por causa do egocentrismo dele e de seu otimismo, nossa vida deu uma revirada. E é o que o velho torto do Lula está fazendo. Ele pode ter seus defeitos, mas ninguém nega o seu otimismo.
Aprendi nas minhas aulas motivacionais que eu sou a melhor empresa, a melhor funcionária e trabalho na melhor empresa. Por que não posso dizer que moro no melhor país? Onde a cultura é rica, o preconceito é menor, a natureza é abençoada, temos os melhores poetas com a mais bela lingua?
Uma vez, o Elder Tracy disse que o maior problema do povo brasileiro é seu pessimismo elevado. O povo americano está como está porque tem o povo otimista e isso ninguém pode negar.
Já li pessoas que acham babaquice qualquer ato de patriotismo, achando que estamos copiando os americanos. Essa foi a opinião mas babaca que li.
E o pior de tudo é falar que todos os políticos são ladrões. Generalizar, para mim, sempre foi burrice tremenda e, pior, tinhamos um irmão de Sião na política brasileira, o Moroni Torgan. Lembra do “não julgue para não sermos julgados”?
Então ficamos assim: fique você com seu pessimismo. Eu acredito no meu país, porque “o Brasil é o país do futuro”, como diria o Renato Russo.
